A equipa fez uma avaliação prévia em 3.200 doentes do país que revelou que 41% tinha uma complexidade social média e 10% elevada. Segundo Marta Olim são “menos informadas, com pouca diferenciação, com hábitos de vida pouco saudáveis e menos acesso a cuidados de saúde”, ficando mais sujeitas a entrar numa situação de fragilidade psicossocial em contexto de doença.

 

Esta nova ferramenta vem auxiliar a identificação mais rápida destes casos. A equipa de assistentes sociais, em parceria com as investigadoras Sónia Guadalupe e Fernanda Daniel do Instituto Miguel Torga de Coimbra, desenvolveram a “matriz de complexidade associada ao processo de intervenção social com doentes renais crónicos” que foi testada e avaliada.

 

“Esta matriz revelou ser um instrumento importante para identificar a complexidade associada ao processo de intervenção social na nefrologia", com 15 diferentes indicadores que garantem uma avaliação das situações problema de uma forma profunda e abrangente.